Acompanhei Dom Zhu durante o período mais difícil de sua vida. Esta é a história de um genro lutando para sobreviver em tempos de caos.
— Meu senhor, acho que estou grávida.
— Não brinque com isso! Seu marido está de cama há dois, três anos, se isso se espalhar, o que vai ser de nós?
— É verdade, ando enjoada, sem apetite, minha menstruação não veio, minha barriga já começa a aparecer...
Depois de um breve silêncio, ouviu-se o farfalhar de tecidos, seguido pelo som de um homem prendendo a respiração:
— Não é que é mesmo...
O tom cortante da conversa devolveu a Gu Huai, mergulhado na escuridão, um resto de forças. Ele se esforçou para abrir os olhos, e seu olhar se fixou lentamente nas vigas acima da cama bordada.
O brilho das brasas e das velas iluminava o quarto; atrás do biombo, as silhuetas dos dois pareciam distorcidas. Gu Huai tentou movimentar-se e percebeu que nem mesmo os dedos podia mexer.
Onde estava? Quem eram aquelas pessoas?
— Que tal... tirar?
— Tenho três lojas da De Ji Tang para administrar, todos os dias preciso ir conferir as contas. Se eu sumir por meses, os gerentes vão se revoltar!
A voz da mulher soou estridente:
— E se algo der errado, o que vai ser de mim?
O homem hesitou novamente:
— Ultimamente tenho ido demais ao casarão Song, deixe-me voltar e pensar numa solução.
— Homem sem coração! Na hora de me levar para a cama, não pensou em solução nenhuma!
— Se não der, diga que seu marido acordou. De qualquer forma, não vai durar muito... Quando você o drogou, não demorou para acalmar os boatos, não foi?
— Bah! Aquele inútil só serviu para ficar na cama. Se eu fizer uma coisa dessas, como v