Na vastidão sem fim do deserto, não se via viva alma. Além das dunas douradas que se estendiam até onde a vista alcançava, apenas uma estrada cortava o deserto ao meio, rasgando a solidão em duas metades.
Naquele momento, sobre o asfalto, quatro veículos avançavam, dois na frente e dois atrás. À frente, um carro da polícia Jaguar avançava a toda velocidade, enquanto três picapes o perseguiam com fúria. O rugido dos motores ecoava alto, rasgando o silêncio do céu.
“Droga, droga, maldição...”, Jiang Yikang já se insultara mentalmente dezenas de vezes. Apesar da irritação, seus pés não hesitavam: ele pisava fundo no acelerador, e o Jaguar parecia um cavalo selvagem sem rédeas, levantando nuvens de areia amarela enquanto disparava adiante como um louco.
O velocímetro já marcava 280 quilômetros por hora. Em meio àquele deserto desolado, onde nada além da estrada existia, a sensação de velocidade quase se perdia.
Atrás, as três picapes perseguiam-no como sombras, implacáveis. Homens de pele escura, armados com fuzis AK-47, gritavam e disparavam em rajadas ensurdecedoras, fazendo as balas sibilarem pelo ar e perfurarem o silêncio.
Jiang Yikang rangeu os dentes. Ele, um nobre cadáver de armadura de bronze, estava sendo caçado por um punhado de ladrões miseráveis, que humilhação, que raiva!
“Toda a culpa é dela!” Jiang Yikang lançou um olhar para a passageira ao seu lado: uma bela mulher de rosto pálido, mas expressão resoluta, inclinada sobre o banco, segurando uma submetralhadora policial e atirando de tempos em tempos pela janela traseira.