No vasto firmamento, antigas entidades rugiam, pressagiando o iminente fim dos tempos. O poder da “Ordem”, capaz de reduzir ao mínimo o risco da perdição, tornou-se o alvo principal da cobiça desses seres ancestrais. Todavia, o que eles ignoravam era que a essência primordial, símbolo tanto da ordem quanto da distorção, conhecida como o “País do Descompasso”, encontrava-se sob o domínio de Hobart, um jovem de passado enigmático que acabara de atravessar para este mundo. Ao integrar-se à Sociedade do Tarô, Hobart iniciou a construção de uma nova ordem para a humanidade, consolidando lentamente o domínio sobre o poder da Ordem. Com sua presença, o equilíbrio entre as antigas forças começou a se alterar, e o destino do mundo tornou-se cada vez mais incerto. Para participar das discussões sobre o livro, o número do grupo é 373209103 e a senha é: Eu não sou Amom. Sejam todos bem-vindos!
Hobert Geoffrey percebeu claramente que havia entrado novamente em um sonho. Não muito longe, havia um castelo antigo, torto e quase completamente coberto pela vegetação, e uma vila antiga de beleza encantadora, mas já em ruínas.
O mais estranho era que, ao longe, no chão, viam-se o sol, nuvens e estrelas.
No céu, porém, havia uma imensa floresta; árvores enormes pendiam para baixo como estalactites em uma caverna, suspensas no alto.
Entre o céu e a terra, havia também montanhas eretas e um imenso campanário, como se alguém tivesse pendurado essas paisagens numa gigantesca parede.
Tudo aquilo diante de seus olhos dava a impressão, a nítida impressão, de que o mundo estava dentro de uma caixa.
No último mês, Hobert vinha aparecendo com frequência nesse sonho. Só que o sonho era tão vívido que, ao acordar, lembrava-se de cada detalhe com nitidez.
Não havia viva alma ali... Não, não seria correto dizer que não havia ninguém. Hobert olhou para trás e, de fato, a silhueta indistinta de uma pessoa estava a pouca distância atrás dele.
Sempre que sonhava, encontrava essa figura. Por ser tão vaga, era impossível discernir seus traços; apenas se percebia que a figura mantinha a boca aberta, como se gritasse algo.
Às vezes, no sonho, Hobert conseguia ouvir os gritos angustiantes; outras vezes, não ouvia nada.
Quando não ouvia, agradecia aos céus, pois o grito da figura fazia seu cérebro ferver e uma onda avassaladora de loucura parecia prestes a irromper de dentro de si.
Nesses momentos, Hobert sempre acordava, lutando