O método sagrado de expulsar espíritos de Maoshan é incomparável, invocando os mestres ancestrais para banir o infortúnio. O protagonista, Ding Ermiao, após dominar os ensinamentos do Dao, vagueia pela cidade, desafiando os prazeres mundanos e enfrentando uma sucessão de eventos sobrenaturais. Mistérios sinistros e gritos aterradores se sucedem sem cessar. Acompanhe como o protagonista desvenda cada enigma, um a um!
Doze anos atrás, na província de Lingshan, no sul do país, um vilarejo chamado “Bacia de Mu”, às margens do rio Lua Crescente, foi palco de um acontecimento assustador e estranho.
A Bacia de Mu ficava justamente na parte inferior do rio Lua Crescente; ao levantar os olhos, os moradores podiam ver, a cerca de meio quilômetro ao oeste, o dique elevado do rio. A vila era composta por mais de cem famílias, quase todas compartilhando o sobrenome Mu, descendentes de um mesmo tronco.
Apenas uma casa destoava, situada logo abaixo do dique. Era a família Ding. O chefe da casa, Ding Zhiming, era um homem honesto de pouco mais de trinta anos. Sua esposa, Mu Cuizhen, era filha da própria vila. O casal tinha dois filhos: o mais velho com dez anos, o mais novo com sete. O pai de Ding Zhiming, o velho Ding Yougui, ainda vivia, já com setenta anos, sem sinais de surdez ou curvatura, de saúde robusta. Viviam com fartura e harmonia.
Em termos de riqueza, a família Ding era tida como a mais abastada da vila. Já haviam construído um pequeno prédio de quatro cômodos, com paredes externas revestidas de azulejos brancos, telhado de cerâmica vermelha e um amplo pátio de cimento em frente à casa, atraindo olhares de inveja.
Mas, mesmo sentado em casa, a desgraça pode bater à porta. Logo após o solstício de inverno, o filho mais novo, Ding Ermiao, adoeceu e morreu!
Ding Ermiao tinha apenas sete anos, nem havia completado um semestre escolar. Era uma criança bela, de sobrancelhas espessas, olhos grandes, dentes brancos, lábios rubros e uma face rosada, parecendo molda