Voltando de 2018 para 1993, em minhas lembranças, o verão daquele ano foi intensamente quente.
1993.
Verão.
O sol ardia como fogo, o calor abrasava como um forno.
Mesmo sendo apenas sete e meia da manhã, o ar já estava quente e seco.
Song Weiyang permaneceu por um longo tempo diante do espelho, observando aquele rosto juvenil, tão familiar, mas ao mesmo tempo distante e estranho.
A face de dezessete anos, delicada, limpa, pura. Nariz afilado, sobrancelhas marcantes, olhos límpidos. O corte de cabelo ao estilo de Guo Tianwang, com a risca central, era símbolo da moda daquele tempo, levando qualquer um a querer estender o braço, torcer a palma da mão e, dançando, cantar: “Te amo, te amo, te amo sem fim...”
Na parede em frente à cama box, havia um pôster do filme “O Exterminador do Futuro 2”: o governador de óculos escuros, expressão fria e justa. Michael Jackson, com uma mão no cós das calças e outra no chapéu, fazia uma pose ousada diante do rosto do governador.
Ao lado deles, morava a cantora de Hong Kong, Zhou Huimin. A musa, com boina e camiseta listrada vermelha, envolta numa luz suave, parecia emanada de um mundo etéreo.
Song Weiyang baixou a cabeça e tocou o próprio abdômen, plano e, de forma sutil, com músculos visíveis, em vez da barriga de cerveja típica de um homem de meia-idade.
“Bonito, olá, que bom te ver de novo!”
Song Weiyang sorriu para si mesmo.
O sol da manhã ofuscava lá fora, o zumbido das cigarras marcava o tempo do verão, e uma brisa suave agitava as folhas, lançando manchas de luz no chão.
Na escrivaninha junto à janela, repousava um computador nacional “Lenovo 1+1”. O gabinete robust