"Eu continuarei girando sob os holofotes." Em meio a densas névoas de mistério, afinal, qual é a verdade? "Eu confesso." "Sinto muito, você está preso."
— Olá, Anle, como você tem passado ultimamente?
Para agradar você, fui aprender a tocar piano especialmente para isso. Se algum dia pudermos nos encontrar abertamente, posso tocar uma música para você?
Bem, não falarei mais sobre isso. Sei que você tem muito medo de mim, mas, por que sentir medo?
Sou eu quem mais te ama, amo você mais do que qualquer pessoa.
Por isso, espero que possa me amar com a mesma intensidade.
Na verdade, não importa se você não gosta de mim, contanto que possa viver bem ao meu lado.
Se você realmente quiser chamar a polícia...
Ou, se quiser que eu morra...
Então podemos morrer juntos.
Ainda que não possamos viver juntos, podemos morrer juntos.
— Folha Azul.
...
No entardecer, nuvens densas cobriam o céu.
Chovia, gotas grossas batiam no vidro, formando finos veios de água.
Na cafeteria,
ela estava ali sentada, sozinha, mergulhada em pensamentos.
Diante de Cheng Anle havia uma carta, selada com um lacre de cera, mas que ela já abrira.
— Anle, por que está tão distraída aqui?
Lan Ye, segurando um guarda-chuva, sentou-se à sua frente e perguntou com preocupação.
— Ah... não é nada.
Cheng Anle retornou de seus devaneios e respondeu.
— Essa carta foi alguém que escreveu para você?
Lan Ye notou a carta sobre a mesa e perguntou, curiosa.
— Digamos que sim...
Na verdade, ela mesma não sabia se aquilo era uma carta ou uma ameaça.
Tinha uma leve impressão do tal ‘Folha Azul’; parecia que sempre aos sábados ele enviava uma carta.