“Sistema, os pontos podem ser trocados por dinheiro?” “Não podem.” “Droga, então para que diabos eu preciso de você!” “Este sistema pode fazer de você um mestre absoluto, o pai de toda a humanidade. Para que precisaria de dinheiro?”
2014, Império Huá, cidade de Jinling.
O sol abrasador de junho incinerava a terra, como se intentasse evaporar até a última gota de umidade das ruas de asfalto. Observando os transeuntes que se apressavam pela avenida e ouvindo o ruído caótico das buzinas e motores, Lu Zhou, parado diante da loja da operadora Unicom, fitava a rua com olhos fixos. Ainda que o ar-condicionado lhe oferecesse, de tempos em tempos, um sopro de brisa fresca, o traje de mascote, espesso como um dedo, impedia-o completamente de sentir qualquer alívio vindo daquele presente gelado.
Se alguém lhe perguntasse por que estava ali parado, ele responderia simplesmente: pela vida...
Bem, falando claramente: durante as férias de verão, a Unicom, em parceria com a fabricante de celulares Vivo, promovia uma campanha. Bastava vestir o traje de mascote e permanecer diante da loja; a remuneração era de sessenta yuans por hora, quase o dobro do que se ganhava distribuindo panfletos, e ainda sem ter de suportar olhares de desprezo. Acrescente-se a isso um bônus de dez yuans por hora devido ao calor intenso, já que a temperatura ultrapassava os trinta graus, e o valor chegava a setenta yuans por hora.
Ao saber desse salário, Lu Zhou aceitou de imediato, sem hesitar.
Pensando racionalmente, com uma média de cinco horas de trabalho por dia, o total diário chegava a trezentos e cinquenta yuans. Se trabalhasse trinta dias por mês, seriam dez mil e quinhentos yuans. Quem poderia imaginar que um emprego com salário anual de cem mil estava à porta da Unicom?
É claro que Lu Zhou sabia