(Autor veterano com milhares de assinaturas, qualidade da obra garantida) Aqui é a Federação dos Estados Unidos da América. Um lugar onde raças multicoloridas coexistem, onde a tecnologia floresce, mas é permeado por toda sorte de feiuras da natureza humana. Chamo-me Brian, sou um auxiliar de médico legista enérgico, com dois anos e meio de experiência na profissão. Minha vida cotidiana é tediosa, insípida e carente de sentido: durante o dia, examino os corpos dos recém-chegados à morgue; à noite, examino o corpo dos sonhadores que chegam à metrópole em busca de seus destinos. De vez em quando, também cuido dos estudantes universitários da Federação, que trabalham para custear os estudos, contribuindo modestamente para a autonomia da nova geração. Até que, sob a luz da Lua Vermelha, tudo mudou. Um cadáver recém-chegado agarrou minha mão que empunhava o bisturi... A vida monótona tornou-se subitamente interessante! Neste romance, situado numa era moderna de tecnologia avançada com leves toques de fantasia, o cerne está nos casos intrigantes e nas formas singulares de morte. Através do olhar de um médico legista, narrarei histórias de amor, ódio, desejo, ciúme e arrependimento que se desenrolam em mundos paralelos.
12 de setembro de 2005.
Estados Unidos da América, Los Angeles.
Em algum apartamento de classe média alta.
Brian afastou de seus braços a maciez adormecida, ergueu-se da cama, abriu a janela com os olhos ainda pesados de sono e, apoiando-se na cintura dolorida, contemplou a rua límpida, lavada pela tempestade que rugira durante toda a noite. Sua consciência, até então imersa num torpor letárgico, foi despertando gradualmente.
Seus movimentos despertaram a mulher que repousava na cama.
Uma cascata de cabelos dourados e sedosos espalhava-se pelo travesseiro, revelando um rosto juvenil, alvo e delicado.
Tratava-se de uma jovem branca, cujos traços denunciavam pouca idade. Ainda havia, em suas faces, o rubor que restara da loucura noturna.
O ar gélido da manhã invadiu o recinto.
A jovem encolheu-se sob o edredom, seus grandes olhos enevoados pelo sono cintilaram com um charme insinuante:
— Brian, minha mãe sempre dizia que, pela manhã, a relva macia precisa de um orvalho sutil para se tornar ainda mais viçosa. Poderia me ajudar?
Brian balançou a cabeça, inexpressivo:
— Sinto muito. Meu orvalho não é barato.
Queria ela se beneficiar de graça?
Jamais.
Sob o olhar desapontado da jovem, Brian apertou melhor o roupão de caxemira sobre o corpo, dirigiu-se à escrivaninha, retirou uma folha de pergaminho de intrincados desenhos e, em língua americana, pôs-se a escrever com afinco:
Avaliação Veicular:
Modelo: Anya Mick, produção legal americana, seminovo de procedência
Local de origem: