As experiências da juventude, as sombras no coração, as promessas de despedida e o destino predeterminado. Sem um sistema e sem talento, o ser humano pode dizer que o destino pertence a ele e não ao céu?
Eu a vi de novo! A chuva caía torrencialmente do céu enquanto eu me escondia, trêmulo, numa fenda entre pedras, observando a mulher de vermelho pendurada de cabeça para baixo não muito longe dali. Ao seu redor, algumas silhuetas iluminavam-na com lanternas. O rosto dela estava pálido, o olhar vazio, os longos cabelos quase tocando o chão. Ela girava no ar, e quando se voltava para o meu lado, podia-se ouvir vagamente uma canção que murmurava: “Flores de pêssego... frio... fim do mundo...” Eu chorava em silêncio, tomado de medo, o corpo inteiro tremendo. De repente, as figuras ao redor dela se dispersaram num instante; a cabeça da mulher despencou, caiu no chão, rolou algumas vezes e ficou imóvel. Apertei a mão contra a boca, sem ousar emitir um som, o rosto encharcado, sem saber se era água da chuva ou lágrimas. Ao passar a mão para enxugar, só vi sangue...
Com um gemido abafado, sentei-me na cama. Era o mesmo sonho de sempre, cada vez mais frequente. Antes, acontecia algumas vezes por mês, mas desde dois anos atrás, tornou-se semanal, e nos últimos três meses, ocorre todas as noites. Olhei pela janela; a luz da lua era cristalina, desenhando um quadrado prateado no chão ao atravessar o vidro. Levantei-me, estiquei braços e pernas, sentindo imediatamente o corpo dolorido. Toda vez que acordo desse pesadelo, sinto o corpo como se tivesse realmente ficado horas sob a chuva, encolhido numa fenda de pedra. O mestre dizia que tal pesadelo podia ser fruto de desgraças de uma vida passada, e recomendava cultivar a mente e recitar o Sutra da Serenidade. Sentei-me sob a jan