Uma pequena cidade em uma terra de extremo frio: uma história que começa no ensino médio.
O frio começou a se instalar, os dias tornavam-se cada vez mais curtos, e às cinco da tarde já era noite. A menina arrumava lentamente a mochila, ergueu o olhar para o céu escuro lá fora e sentiu um medo silencioso crescer dentro de si.
Havia rumores assustadores circulando entre os colegas: uma estudante de uma determinada escola secundária havia sido assassinada ao voltar para casa depois da aula. Não se sabia ao certo se era verdade, mas o temor pairava no ar.
A menina não era dali; vinha de uma grande metrópole cheia de vida. Por causa do trabalho dos pais, que precisavam passar dois anos no exterior, ela fora entregue aos cuidados de um parente naquela cidade pequena e distante.
Os exames de admissão à universidade tinham sido retomados há poucos anos, e todos lutavam ferozmente por uma vaga, como se atravessassem uma ponte estreita com milhares de outros. Sua escola não era diferente; todos os dias, as aulas terminavam somente às oito da noite. Mas hoje, ela realmente não queria voltar sozinha para casa. Sentia certa mágoa daquele lugar; as ruas não eram largas e retas, não havia postes de luz iluminando a noite toda, o caminho até a casa era apenas uma estrada de terra, poeirenta e escura, sem iluminação, quase sem pessoas. A diferença em relação à cidade grande onde crescera era gritante.
O sinal para o fim da aula tocou; os colegas saíram da sala e se perderam rapidamente na escuridão. Ela caminhava de forma mecânica, e cada vez menos pessoas a acompanhavam, até que ficou só, pensando nos terríveis rumores. Um medo inexplicável tomou cont