(26/7, V, quero uma prévia de “Depois que os Três Rivais Esquecem a Memória [não humano]”~~) Em um romance ABO, havia uma tal A secundária, cuja única função no livro era, de vez em quando, dar satisfação ao vício de ser tarada. No começo, era só uma engrenagem no jogo dos protagonistas; mais tarde virou membro da equipe de apoio da protagonista principal, e na saída teve uma morte tristíssima. Quando Fu Wanshen descobriu que ela era essa A secundária, lhe escureceram os olhos na hora. Se ela não seguisse o roteiro, seria apagada do mundo; para sobreviver, só lhe restou interpretar a tal A vilã com afinco. Diziam que a protagonista O era uma filha bastarda de uma família rica, uma Omega se passando por Alpha, encarregada de disputar a herança com o irmão meio-irmão. Segundo o enredo, O foi drogada num jantar, e ao fugir para o jardim foi esbarrada por Fu Wanshen por acaso; as duas passaram uma noite louca e absurda. Fu Wanshen esperava no jardim cheia de confiança, e a Omega de cabelo longo com vestido chique e nobre acabou de fato caindo em seus braços, soltando: “Vai para o meu quarto”. O roteiro avançava de forma surpreendentemente perfeita. Até que, num certo dia, a protagonista O, que ficou se agarrando nela por vários dias, arrancou a peruca da cabeça e, com os olhos vermelhos, perguntou: “Em que ponto eu sou pior que minha irmã?” Fu Wanshen: “Socorro! Parece que ela se enganou na escolha da vilã!” Com o enredo à beira do colapso, Fu Wanshen decidiu mudar o alvo para o protagonista A. Contra o A, que era um verdadeiro rival mortal, primeiro a intimidou pelo peso de posição e depois foi logo no rosto, sem poupar nem os bons irmãos do protagonista. Isso não é ser profissional, né? Mas ela esperou e esperou, e a trama não consertou: ao invés disso, o protagonista A brigou com os bons irmãos. À noite, o A, que tinha a cama destruída pela briga, entrou em seu ninho; depois de um silêncio meio estranho me encarando por um tempo, perguntou: “Duas Alphas, dormir juntas não dá problema, não?” Fu Wanshen: “…Dormir sim, dormir, mas por que você está com o rosto vermelho?” Fu Wanshen já estava cansada de tudo e, na fuga do enredo quebrado, não resistiu a reclamar com o irmão. Porém, numa manhã depois de uma noite de álcool, ela e o irmão estavam na mesma cama. Ele, piscando os cílios, com uma cara de desprezo alto e inatingível, enquanto ajeitava as coisas por ela com a expressão de “não tô nem aí”, disse com leveza: “Te acalmei a noite inteira. Dessa vez ficou feliz?” Fu Wanshen: “……” Feliz demais, tão feliz que começou a chorar. *Alerta de conteúdo: protagonista Alpha de Jinjiang, obrigada a ser uma A vilã, ABO para todos os gostos, todos os oponentes são Alpha masculinos, heroína feminina não masculina com C total e sem contra-ataque. *******Prévia→“Meu Rival Mortal Esqueceu a Memória [não humano]” Meu rival mortal esqueceu a memória. Depois que eu o recolhi e levei para casa, aquele rosto limpo e frio dele ficou tomado de dor; com as mãos trêmulas, segurou minha mão e perguntou: “Me diga, quem sou eu?” Claro que eu sabia quem ele era. Como todo mundo sabe, ele e eu éramos inimigos de água e fogo. Ele sempre se opunha a mim em tudo; sempre que eu aparecia, o rosto dele já endurecia, e de vez em quando ainda me chamava de “monstro sedutor”. Enrolei o tentáculo que estava debaixo de mim ao redor da cintura e, meio sem jeito, admiti: eu realmente sou um monstro. A líder boss vinda do caos. Lembrando do incômodo que era ser alvo dele antes, dei uma risada fria; na cabeça já tinha prontas várias formas de me vingar. Mas o rival sem memória mudou totalmente. Certo dia, ao voltar ferida para o acampamento, vi aquela “Aurora da Humanidade” aos olhos dos outros se aproximar com a roupa meio aberta, beijar minha ferida sem alteração no rosto, erguer os olhos úmidos e olhar para mim: “Ouvi dizer que assim a ferida cicatriza mais rápido.” Eu: “……” Caramba, de cara pura, por dentro tentando seduzir. Esse ainda é o rival sério e sisudo da minha memória? Parece que não. Porque descobri que, no fundo, tenho três rivais. Cada rival, aparentemente, perdeu a memória. Quando eu buscava o passado junto a eles, eles sempre perguntavam de olhos vermelhos: “Xili, quem sou eu?” Fiquei pensando onde exatamente isso deu errado. No fim, descobri — tá, tá. Parece que eu misturei as pessoas. Porque quem perdeu a memória sou eu. Eu misturei eles com o meu passado. Meu noivo perfeito, por exemplo, eu passo a ver como inimigo mortal; meu primeiro amor arrependido, eu passo a ver como serpente e escorpião; e meu verdadeiro rival mortal, porém… cof. Aliás, foi ele quem me contou isso. Também não sei se é verdade ou mentira. *A protagonista é um tentáculo, literatura de caos amoroso, narração principal em terceira pessoa*