[Amigos de infância][Destino predestinado][Zeze, o grande lobo trapalhão x a foquinha dócil] Quando o pequeno Zeze era criança, ele gostava de irritar essa adorável “fofinha”, fazendo An'an chorar toda vez. An'an sempre o chamava de “grande danado”, com o rostinho cheio de raiva. Ela ficava sempre muito zangada, e quando se irritava parecia ainda mais linda. Hmm... Ver aquele rosto emburrado, com os olhos redondinhos, uma fofura quase explosiva. Num certo azar, Zeze foi levado por um homem estranho. Na verdade, Zeze era filho único; raptaram-no e o criaram justamente para que herdasse os negócios da família. No ano em que o levaram, ele tinha só 9 anos. Só por causa do destino ele voltou a encontrar, depois de tantos anos, aquela mesma menina que chorava o tempo todo — a fofoquinha de antigamente. Hoje ela está muito bonita, muito fofa. Mesmo nos anos em que esteve desaparecido, ele nunca esqueceu aquele rostinho adorável dela; ficou gravado fundo na sua cabeça e nunca pôde ser apagado.
Naquele verão, Gu Zeze continuava, como sempre, dormindo durante as aulas. Os colegas estavam fofocando:
— Já souberam? Chegou uma aluna nova na escola, uma transferência. Dizem que ela é muito fofa, uma verdadeira beleza.
— Deve ser uma daquelas filhas de família rica, não é? Afinal, aqui só estuda quem é muito inteligente ou tem dinheiro. Eu só entrei porque me esforcei muito, então não julguem a menina tão mal assim.
Ao ouvirem sobre a bela aluna, um grupo de rapazes se aproximou, curioso:
— Será que ela é mesmo tão bonita? Não estão exagerando?
— Pois é, só ouvimos falar, ninguém a viu de verdade.
No meio da conversa animada, avistam o professor entrando pela porta. Imediatamente, alguém sussurra:
— Lá vem o “Mediterrâneo”! Silêncio, sentem-se logo! Fiquem quietos, senão o “Mediterrâneo” escuta!
O professor entra acompanhado de uma garota.
— É ela, a aluna nova? Que fofa! A pele branquinha, os olhos grandes e brilhantes... Realmente encantadora.
O professor pediu silêncio e anunciou:
— Hoje temos uma nova colega de classe, vinda de um colégio de elite.
Ao ouvirem isso, a turma se agitou:
— Não é daquele colégio famoso? Dizem que só tem alunos excepcionais lá!
— Exatamente!
O professor bateu na mesa e, finalmente, todos silenciaram.
— Nova aluna, apresente-se aos colegas.
— Olá a todos, meu nome é Anan.
Gu Zeze, sentado ao fundo, achou o nome estranho e familiar. Levantou a cabeça para olhar e sentiu uma onda de reconhecimento — era aquela menininha chorona de sua infância.
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